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Dados e limitações

Última atualização: setembro de 2026

O Backtest simula o que uma estratégia teria feito no passado, com as regras que você define. Não é uma previsão nem uma recomendação. Como qualquer simulação, ela tem limites: esta página lista de onde vêm os dados e o que a ferramenta ainda não cobre, pra você decidir com os olhos abertos quanto confiar num resultado.

De onde vêm os dados

Ações da B3, ações americanas, cripto, índices e commodities, buscados automaticamente (nesta ordem de tentativa, com repescagem se uma fonte falhar): Yahoo Finance, Stooq, brapi.dev, Alpha Vantage, CoinGecko/Binance (cripto) e, como último recurso pra B3, o COTAHIST da B3. Você também pode trazer seu próprio CSV.

Todas as fontes trazem preço de fechamento diário, nunca intraday: a ferramenta não serve pra estratégia que opera dentro do dia. O candle "de hoje" só existe depois que o pregão fecha e a fonte processa o dado. Na prática, espere de poucas horas a um dia de atraso pra ver o fechamento mais recente, variando por fonte e por ativo.

O histórico de cada ativo é cacheado no seu navegador e complementado aos poucos: uma consequência prática é que o cache de um mesmo ticker pode misturar trechos vindos de fontes diferentes ao longo do tempo, e cada fonte pode calcular preço ajustado de um jeito ligeiramente diferente. Um aviso aparece automaticamente quando o salto de preço na fronteira entre duas fontes passa de 12%. É uma heurística, não uma garantia; vale conferir manualmente se aparecer.

Limitações conhecidas da simulação

A matemática por trás das métricas

O Índice de Sharpe mede retorno por unidade de risco: quanto o retorno superou uma taxa livre de risco (aqui, o CDI), dividido pela volatilidade do período.

Índice de Sharpe
S= Rp−Rf σp

Onde Rp é o retorno do portfólio, Rf a taxa livre de risco (CDI) e σp o desvio padrão dos retornos. O valor exibido em cada resultado do Backtest é anualizado: multiplicamos esse resultado por √(períodos por ano) antes de mostrar, pra poder comparar estratégias testadas em janelas de tamanhos diferentes.

O Deflated Sharpe Ratio (DSR) corrige um problema real do Otimizador e do Screener: testar centenas de combinações e pegar a de maior Sharpe encontra, quase sempre, um resultado bom por sorte, não por método. O DSR pergunta uma coisa diferente: dado que N combinações foram testadas, qual a chance de o Sharpe observado ainda ser melhor do que o esperado só por acaso?

Deflated Sharpe Ratio (Bailey & López de Prado, 2014)
DSR=Φ ( (S^− E[max S^N]) T−1 1−γ3S^ + γ4−14 S^2 )

Onde Φ é a distribuição normal acumulada, E[max Ŝₙ] é o Sharpe médio esperado do melhor resultado dentre N tentativas aleatórias (mesmo sem nenhuma habilidade real por trás), T é o número de observações e γ₃/γ₄ são a assimetria e a curtose dos retornos. Quanto mais combinações testadas (N maior), maior o Sharpe exigido pra não ser atribuível à sorte. É o número usado na seção "Significância estatística" de cada ativo; a fórmula completa está implementada em src/lib/backtestEngine.js.

Se você importar seu próprio CSV

A qualidade do resultado depende inteiramente da qualidade do arquivo: preço ajustado por proventos/splits (se o seu CSV não ajustar, a ferramenta também não ajusta), sem duplicar nem pular datas, sem ativo deslistado silenciosamente removido do histórico (survivorship bias). A ferramenta não tem como detectar esses problemas por você.

O que isto não é

Não é recomendação de investimento nem previsão do futuro. Resultados passados não garantem resultados futuros. Veja também o aviso de privacidade e os termos de uso.